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Caderno
C Erros que mudaram a história
O administrador de empresas paulistano
Trajano Leme Filho acaba de lançar o livro Os 50
Maiores Erros da Humanidade
Da Agência Anhangüera
Num
tempo em que tudo vira lista – de melhores,
piores, os mais mais etc – o administrador de
empresas paulistano Trajano Leme Filho, aficionado
por história, acaba de lançar o livro Os 50
Maiores Erros da Humanidade, pela Axcel Books do
Brasil.
Bem editado, o livro, como enuncia
o título, vai em busca de fatos históricos
passados e recentes notoriamente conhecidos, como
Guerra de Tróia, Queda do Império Romano,
Destruição da Biblioteca de Alexandria, Cruzadas,
Santa Inquisição, Peste Negra, Danton, entre
outros.
Em cada item o autor enuncia dados
históricos, traz cronologia e aponta o que
intitula de “erro fatal”. O de Mozart (1756-1791),
por exemplo, foi, segundo o autor, o descuido para
com a saúde – mesmo levando-se em conta que a
expectativa de vida da época era, efetivamente,
baixa.
O do Titanic, que afundou em 1912,
sempre segundo o autor, foi o excesso de
velocidade. A erro fatal da Primeira Guerra
(1914-1918) foi de Guilherme II, o da Grande
Depressão de 1929, foi de Hoover, presidente dos
Estados Unidos entre 1929 e 1933, “que cruzou os
braços numa clara demonstração de impotência
diante da desgraça generalizada.”
Além de
temas históricos, o autor toca em assuntos
politicamente corretos, como a tentativa de
entender problemas tão complexos como a destruição
das florestas, o apartheid, a destruição da camada
de ozônio. Ou recorre a temas polêmicos e de fácil
trânsito nos imprensa, como Maradona, Che Guevara,
Guerra do Vietnã, o Escândalo de Watergate, a
morte de John Kennedy, Saddam Hussein, Hitler, o
Muro de Berlim e chega a mitos pop como Marilyn
Monroe e Jerry Lee Lewis, além de, obviamente,
chegar ao famigerado 11 de setembro nos Estados
Unidos.
O erro de Maradona, lembra o autor
“foi ter provado o pó branco em 1982 quando estava
em Barcelona”. O de Saddam foi ter invadido o
Kuait. “Tal convicção cega foi o seu erro fatal”.
O do célebre presidente dos Estados Unidos John
Kennedy é descrito assim pelo autor: “Seu erro não
foi ter colecionado inimigos ao longo da curta
carreira de presidente, enfrentando a tudo e a
todos, mas foi deixar de tomar as precauções
quanto à integridade física, num ambiente de
hostilidade.” E completa: “Quando chegou a Dallas,
ofereceram-lhe um carro blindado, mas ele recusou
dizendo que queria o desfile em carro
aberto.”
Por fim, sobre o atentado às
torres gêmeas de Nova York, o autor acredita que o
erro foi o governo dos Estados Unidos não ter
ouvido as ameaças a que o país estava sendo
alvo.
Além de temas internacionais, o
Brasil também é contemplado no livro, como Os
Bandeirantes, Tiradentes, Mauá, Lampião e
Juscelino Kubitschek – ainda que não se possa
avaliar com precisão se os fatos do país podem
efetivamente ser elencados entre os mais
importantes de uma história tão extensa como a da
humanidade. Mas como se costuma dizer no caso de
livros do gênero, quem discordar que faça outra
lista.

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