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Publicada em 5/6/2005

Caderno C
Erros que mudaram a história

O administrador de empresas paulistano Trajano Leme Filho acaba de lançar o livro Os 50 Maiores Erros da Humanidade

Da Agência Anhangüera

Num tempo em que tudo vira lista – de melhores, piores, os mais mais etc – o administrador de empresas paulistano Trajano Leme Filho, aficionado por história, acaba de lançar o livro Os 50 Maiores Erros da Humanidade, pela Axcel Books do Brasil.

Bem editado, o livro, como enuncia o título, vai em busca de fatos históricos passados e recentes notoriamente conhecidos, como Guerra de Tróia, Queda do Império Romano, Destruição da Biblioteca de Alexandria, Cruzadas, Santa Inquisição, Peste Negra, Danton, entre outros.

Em cada item o autor enuncia dados históricos, traz cronologia e aponta o que intitula de “erro fatal”. O de Mozart (1756-1791), por exemplo, foi, segundo o autor, o descuido para com a saúde – mesmo levando-se em conta que a expectativa de vida da época era, efetivamente, baixa.

O do Titanic, que afundou em 1912, sempre segundo o autor, foi o excesso de velocidade. A erro fatal da Primeira Guerra (1914-1918) foi de Guilherme II, o da Grande Depressão de 1929, foi de Hoover, presidente dos Estados Unidos entre 1929 e 1933, “que cruzou os braços numa clara demonstração de impotência diante da desgraça generalizada.”

Além de temas históricos, o autor toca em assuntos politicamente corretos, como a tentativa de entender problemas tão complexos como a destruição das florestas, o apartheid, a destruição da camada de ozônio. Ou recorre a temas polêmicos e de fácil trânsito nos imprensa, como Maradona, Che Guevara, Guerra do Vietnã, o Escândalo de Watergate, a morte de John Kennedy, Saddam Hussein, Hitler, o Muro de Berlim e chega a mitos pop como Marilyn Monroe e Jerry Lee Lewis, além de, obviamente, chegar ao famigerado 11 de setembro nos Estados Unidos.

O erro de Maradona, lembra o autor “foi ter provado o pó branco em 1982 quando estava em Barcelona”. O de Saddam foi ter invadido o Kuait. “Tal convicção cega foi o seu erro fatal”. O do célebre presidente dos Estados Unidos John Kennedy é descrito assim pelo autor: “Seu erro não foi ter colecionado inimigos ao longo da curta carreira de presidente, enfrentando a tudo e a todos, mas foi deixar de tomar as precauções quanto à integridade física, num ambiente de hostilidade.” E completa: “Quando chegou a Dallas, ofereceram-lhe um carro blindado, mas ele recusou dizendo que queria o desfile em carro aberto.”

Por fim, sobre o atentado às torres gêmeas de Nova York, o autor acredita que o erro foi o governo dos Estados Unidos não ter ouvido as ameaças a que o país estava sendo alvo.

Além de temas internacionais, o Brasil também é contemplado no livro, como Os Bandeirantes, Tiradentes, Mauá, Lampião e Juscelino Kubitschek – ainda que não se possa avaliar com precisão se os fatos do país podem efetivamente ser elencados entre os mais importantes de uma história tão extensa como a da humanidade. Mas como se costuma dizer no caso de livros do gênero, quem discordar que faça outra lista.

 
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